quinta-feira, 12 de março de 2026

Nasa tentará lançar em 1º de abril missão tripulada para contornar a Lua

Imagem: Arquivo Web
A Nasa concluiu nesta quinta-feira (12) o processo de revisão que antecede o lançamento da missão Artemis 2, dando luz verde para que os procedimentos sigam adiante, mirando um lançamento no começo da próxima janela, em 1º de abril. Será a primeira viagem de humanos aos arredores da Lua desde a Apollo 17, em 1972.

"Acabamos de terminar, duas horas atrás, nossa revisão de prontidão para voo", disse Lori Glaze, administradora associada interina do diretório dos sistemas de exploração da agência, em entrevista coletiva. "A tripulação se juntou a nós virtualmente de Houston, isso realmente reforçou discussões abertas, e todas as equipes sinalizaram 'go' [sinal verde] para a missão."

A missão originalmente estava sendo trabalhada para decolagem em fevereiro. Porém, problemas com vazamentos de propelente no foguete SLS durante um ensaio molhado (em que o foguete é abastecido, simulando a fase final da contagem regressiva), seguidos por um vazamento de hélio (usado para manter a pressurização dos tanques do segundo estágio), obrigaram o retorno do lançador ao VAB (prédio responsável pela integração do foguete e da cápsula para voo) e eliminaram qualquer chance de lançamento em março.

Com o fim da revisão, e os problemas resolvidos, o plano agora é fazer o deslocamento do foguete de volta à plataforma 39B, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na próxima quinta (19) e então iniciar as preparações para um lançamento que pode acontecer já no dia 1º de abril. A janela terá seis dias, e tentativas podem ser realizadas em qualquer um desses dias. Se não for possível lançar até lá, será preciso esperar até a próxima janela, que se abre em 30 de abril.

Por Folhapress

Simone Tebet anuncia que vai disputar o Senado por São Paulo

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou nesta quinta-feira, 12, que concorrerá ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026.

A ministra confirmou a intenção de concorrer ao cargo em entrevista a jornalistas em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Tebet disse que ainda não definiu o partido pelo qual disputará o cargo.

Na declaração à imprensa, a ministra afirmou ter "eterna gratidão" ao Mato Grosso do Sul, seu Estado natal, pelo qual foi senadora e prefeita de Três Lagoas.

Segundo Simone, a candidatura ao Senado por São Paulo foi sugerida a ela pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Ainda de acordo com a ministra, a escolha de São Paulo como local da disputa também partiu da "grata surpresa" de constatar que, em 2022, os paulistas responderam por um terço dos votos que recebeu como candidata a presidente.

Segundo levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta segunda-feira, 9, Tebet está empatada tecnicamente com o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), na disputa pelo Senado por São Paulo. No pleito deste ano, haverá a renovação de dois terços da Casa. Cada Estado elegerá dois representantes.

Tebet foi cotada para disputar o governo de São Paulo e já havia declarado que concorreria pelo cargo sugerido pelo presidente. "Coloquei meu destino político na mão do presidente", disse a ministra em 30 de janeiro.

Enquanto Tebet será candidata ao Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a pedido de Lula, concorrerá ao Palácio dos Bandeirantes como oposição ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará a reeleição.

Por Estadão Conteúdo

Lula diz que acordo com o Irã feito pelo Brasil em 2010 teria evitado guerra

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Durante o anúncio do pacote de medidas para amortecer o impacto da guerra no Irã sobre o preço dos combustíveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recordou o papel do Brasil na elaboração de um acordo nuclear com Teerã em 2010, no fim de seu segundo mandato. A falta de uma resolução sobre o teor do programa iraniano foi o estopim, segundo os EUA, para os bombardeios que deflagraram o conflito no fim do último mês.

 
À época, o esforço foi feito em conjunto com a Turquia do presidente Recep Tayyip Erdogan. A negociação previa a entrega de 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento (3,5%) para o controle turco, enquanto o Irã receberia 120 kg de urânio enriquecido a 20% para alimentar um reator voltado a pesquisas médicas, com auxílio da Rússia e da França, dois países do clube nuclear.
 
A ideia do acordo, inspirado em uma proposta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), era impedir que Teerã mantivesse um estoque de combustível nuclear que viabilizasse a militarização do programa. Também confrontava o argumento de que, sob sanções da ONU que impediam a compra de combustível enriquecido no exterior, o país teria a justificativa para produzi-lo em seu próprio território.
 
A conclusão foi celebrada à época pelo Itamaraty de Celso Amorim, hoje assessor especial de Lula para assuntos internacionais, como um marco da diplomacia brasileira e da inserção do país como um negociador relevante para conflitos globais.
 
Porém, a Casa Branca rejeitou os termos alegando permanência de riscos ao desenvolvimento de bombas, e deu prioridade a resoluções tomadas no colegiado do Conselho de Segurança da ONU. O arrocho econômico ao Irã foi intensificado e melou a conclusão das tratativas. O governo americano era comandado pelo presidente Barack Obama e pela secretária de Estado Hillary Clinton, ambos do Partido Democrata.
 
“Lamentavelmente, depois do acordo feito, tanto os países europeus quanto os EUA aumentaram o bloqueio ao Irã porque nós éramos um país considerado do terceiro mundo, e ter feito um acordo que eles não tinham conseguido fazer há 20 anos era descabido”, afirmou Lula nesta quinta (12).
 
Em 2015, um grupo de negociadores formado por Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Rússia e Alemanha firmou um novo acordo. Nele, o Irã concordou em acabar com 98% das reservas de urânio enriquecido, limitar o enriquecimento de urânio a até 3,67% e reduzir o uso de centrífugas em um período de 15 anos em troca da retirada de sanções. Em 2018, contudo, os EUA deixaram o acordo por iniciativa do presidente Donald Trump. Desde então, os termos travaram em um impasse.
 
“Depois de um tempo foi feito o acordo, pior do que o que nós tínhamos feito, e agora a invasão ao Irã é por conta da possibilidade de construção de armas nucleares, coisa que poderia ter sido feito há muito tempo atrás", criticou Lula.

Por SBT News 

Endividamento cresce e Brasil bate novo recorde histórico em fevereiro

Foto: Arquivo Web
O número de brasileiros com dívidas a pagar registrou recorde em fevereiro. É o que mostra um novo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que contabilizou 80,2% de endividados no mês – maior patamar desde 2010, início da série histórica.

Segundo os dados, o avanço do endividamento foi impulsionado pelas famílias de maior renda (acima de 5 salários mínimos), que utilizam o crédito como estratégia para manter o padrão de consumo sem desmobilizar capital próprio. Nas famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o endividamento saltou de 65,5% em 2025 para 69,3% em 2026.

Entre as principais modalidades de dívidas, o cartão de crédito segue liderando o ranking, utilizado por 85% do total de devedores. Em seguida, estão os carnês (16%), que voltaram a crescer, o crédito pessoal (12,3%) e os financiamentos de casa (9,8%) e de carro (8,9%).

O novo recorde vem acompanhado de uma retomada da inadimplência, que interrompeu três meses de queda e subiu para 29,6%. O tempo médio de atraso dos pagamentos subiu para 65,1 meses – o mais alto registrado desde o fim de 2024. Além disso, a fatia de consumidores inadimplentes por mais de 90 dias avançou para 49,5%, evidenciando que os atrasos estão cada vez mais longos.

“O aumento do endividamento preocupa, não costumamos ver este nível, mas o crescimento da inadimplência preocupa ainda mais porque é mais um sintoma do estrago que este longo período de aperto monetário com a alta Selic provoca no orçamento das famílias brasileiras”, analisa o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

O mesmo é dito pelo presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, que ressalta que, embora o crédito seja um motor essencial para o consumo, o custo do dinheiro permanece proibitivo, criando um ciclo perigoso em que o aumento das dívidas é potencializado por juros altos que dificultam a amortização. "Sem alívio consistente nos juros, a capacidade das famílias de limpar seus cadastros fica seriamente comprometida, o que acaba por frear o dinamismo do nosso comércio e serviços", pontua.

Por SBT News

Anac prevê multa de até R$ 17,5 mil para passageiros indisciplinados em voos

Foto: Arquivo Web
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou a resolução que regulamenta punições a passageiros indisciplinados em voos e aeroportos brasileiros. A decisão foi deliberada no último dia 6 e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (12).

Segundo a portaria, a norma se aplica ao transporte aéreo regular doméstico e também às dependências de aeroportos brasileiros, incluindo áreas destinadas ao processamento de passageiros de voos internacionais. A resolução ainda alcança voos domésticos conectados a viagens internacionais, respeitando a legislação específica de cada caso.

O texto considera como atos de indisciplina aqueles que violam, desrespeitam ou comprometem a segurança, a ordem ou a dignidade de pessoas, praticados nas dependências de aeroporto ou a bordo de aeronave. Os atos são divididos em três níveis, sendo de indisciplina, grave e gravíssimo . São eles:

Atos de indisciplina — ocorridos em solo (aeroportos)

  • não seguir a orientação dos funcionários de aeroportos ou companhias aéreas;
  • não observar as normas e regulamentos estabelecidos pela autoridade de aviação civil e pela autoridade policial aeroportuária;
  • cometer violência, ameaça ou agressão contra pessoas;
  • causar prejuízos a estruturas aeroportuárias que afetem a segurança das operações;
  • conduzir ou manusear explosivos e armas proibidos;
  • impedir o funcionamento ou danificar dispositivos de segurança em área restrita de segurança do aeroporto;
  • cometer outros crimes ou destruição de patrimônio ou bens.

Atos de indisciplina — ocorridos a bordo da aeronave

  • operar dispositivo eletrônico portátil em voo quando tal ato for proibido;
  • causar tumulto;
  • agredir verbalmente, intimidar ou ameaçar outro passageiro;
  • subtrair ou destruir qualquer objeto do interior da aeronave durante o voo, seja da própria aeronave ou de outro passageiro;
  • recusar seguir instruções de segurança dada por membros da tripulação.

Atos de indisciplina de nível grave

  • violência física contra passageiros ou funcionários;
  • fumar a bordo de aeronave;
  • causar danos ou destruição intencionais de bens a bordo de uma aeronave, que afetem a regular operação aérea;
  • agredir verbalmente, intimidando ou ameaçando, membro da tripulação a bordo;
  • falsa comunicação de presença de explosivos ou armas.

Atos de indisciplina de nível gravíssimo

  • agressão física contra membros da tripulação;
  • tentativa de acessar a cabine de comando sem autorização;
  • condução de explosivos ou armas dentro da aeronave;
  • qualquer tentativa ilegal de tomar o controle do avião.

Entre as medidas que poderão ser adotadas pelos funcionários e tripulantes estão a orientação por meio de diálogo formal, a contenção do passageiro e a retirada da pessoa da aeronave, mesmo que o voo ainda não tenha começado ou já esteja em andamento. Dependendo do caso, o passageiro pode ser punido com multa de até R$ 17,5 mil.

Para comportamentos gravíssimos, o passageiro ainda pode ser penalizado com a proibição de embarque em qualquer outro voo doméstico pelo prazo de seis a 12 meses, além de multa. Neste caso, a suspensão deve ser aplicada imediatamente após a ocorrência ou no prazo máximo de cinco dias.

A norma passará a valer seis meses após a publicação no DOU, isto é, em 14 de setembro deste ano. Até lá, a Anac, as companhias aéreas e a Polícia Federal estabelecerão fluxos para o compartilhamento de informações. Após dois anos em vigor, a resolução será analisada pelas instituições, que buscarão oportunidades de melhoria.

Segundo o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, a medida vem em meio à necessidade de enfrentar o problema de segurança causado pelo passageiro indisciplinado. De 2023 a 2025, o número de ocorrências cresceu 66%, colocando em risco a segurança do transporte aéreo. “Segurança é aspecto inegociável. Nós temos que nos antecipar e construir essa regra para que esses casos venham a diminuir”, disse.

Por SBT News

Dia Mundial do Rim: hábitos comuns do dia a dia podem prejudicar a saúde renal

Imagem: Arquivo da Web
Celebrado nesta quinta-feira (12), o Dia Mundial do Rim reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais. Em entrevista ao SBT News, a nefrologista Dra. Daphnne Camaroske, da Fênix Nefrologia, alertou que hábitos cotidianos aparentemente inofensivos, como beber pouca água, consumir muito sal, exagerar em proteínas e usar anti-inflamatórios com frequência, podem prejudicar silenciosamente os rins.

A Doença Renal Crônica (DRC), antes considerada uma “ameaça silenciosa”, tornou-se uma crise global de saúde pública. Segundo estudo publicado em novembro de 2025 na revista científica The Lancet, o número de pessoas com função renal reduzida quase dobrou nas últimas três décadas: passou de 378 milhões em 1990 para 788 milhões em 2023. Hoje, cerca de 14% dos adultos no mundo convivem com a doença, que já é a nona principal causa de morte global, responsável por aproximadamente 1,5 milhão de óbitos por ano.

Segundo a Dra. Daphnne Camaroske, o problema muitas vezes começa em comportamentos considerados normais no dia a dia.

“Muitos hábitos comuns hoje são pequenas agressões repetidas aos rins. Eles têm grande capacidade de compensação, por isso a perda de função pode evoluir durante anos sem sintomas”, explica.

Entre as principais causas da doença renal estão hipertensão arterial e diabetes, condições altamente prevalentes e muitas vezes mal controladas. Dados do Censo Brasileiro de Diálise indicam que a hipertensão é a principal causa de doença renal crônica entre pacientes em diálise no país, enquanto o diabetes responde por cerca de 32% dos casos. Estima-se ainda que entre 20% e 40% das pessoas com diabetes desenvolvam doença renal ao longo da vida.

Hábitos que podem prejudicar os rins

  • Uso frequente de anti-inflamatórios e analgésicos

O uso recorrente desses medicamentos para dores musculares, cólicas ou ressacas pode comprometer o fluxo sanguíneo nos rins. Segundo a médica, esses remédios reduzem a produção de substâncias responsáveis por manter os vasos renais dilatados, o que faz com que o sangue chegue com menos força aos filtros dos rins e reduza a capacidade de filtração.

Pessoas idosas, hipertensas, diabéticas ou desidratadas apresentam risco ainda maior.

  • Dietas hiperproteicas

O consumo excessivo de proteína, principalmente de origem animal, pode provocar hiperfiltração renal, aumentando a sobrecarga dos rins ao longo do tempo.

A nefrologista explica que, em pessoas totalmente saudáveis, esse hábito pode não causar problemas imediatos. No entanto, muitas pessoas já apresentam fatores de risco, como hipertensão ou diabetes, sem saber, o que pode acelerar a perda da função renal.

  • Desidratação constante

Beber pouca água diariamente mantém os rins sob estresse contínuo e pode favorecer cálculos renais e infecções urinárias.

A médica afirma que a sede costuma ser o primeiro sinal de que os estoques de água do organismo estão diminuindo. Outros sintomas incluem boca seca, pele ressecada, dor de cabeça, fadiga e até prisão de ventre.

Ela também destaca que a cor da urina pode indicar o nível de hidratação: tonalidades amarelo-claro ou amarelo-palha geralmente indicam hidratação adequada.

  • Excesso de sal e alimentos ultraprocessados

O consumo elevado de sódio está diretamente associado ao aumento da pressão arterial, um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença renal crônica.

Segundo a especialista, o excesso de sal faz com que o corpo retenha mais líquido, obrigando os rins a trabalhar sob maior sobrecarga.

Alimentos ultraprocessados, como embutidos, molhos prontos e refrigerantes, também concentram grandes quantidades de sódio, fósforo, açúcar e gorduras de baixa qualidade, fatores que favorecem inflamação crônica e doenças metabólicas.

Consumo excessivo de álcool

A nefrologista explica que o álcool interfere no equilíbrio hídrico do organismo e na regulação da pressão arterial, duas funções essenciais para o funcionamento adequado dos rins. Em situações de consumo excessivo, especialmente quando associado à desidratação ou ao uso de medicamentos, pode ocorrer lesão renal aguda.

Doença silenciosa

Os rins trabalham continuamente filtrando o sangue, eliminando toxinas, regulando a pressão arterial e mantendo o equilíbrio de minerais no organismo.

“O grande problema é que a doença renal costuma ser silenciosa. A pessoa pode perder grande parte da função dos rins sem apresentar sintomas”, alerta a médica.

Por isso, exames simples podem fazer a diferença no diagnóstico precoce. Testes de creatinina no sangue e exame de urina são capazes de identificar alterações ainda nas fases iniciais da doença. Além disso, manter pressão arterial e glicemia controladas é uma das formas mais eficazes de preservar a função renal ao longo da vida.

Por SBT News

Mulheres vítimas de violência terão serviço psicológico on-line pelo SUS

Foto: Arquivo da Web
Mulheres em situação de violência passarão a ter acesso a atendimento psicológico on-line pelo SUS. As capitais Recife e Rio de Janeiro serão as primeiras a oferecer o serviço, que será ampliado gradualmente para outras cidades e chegará a todo o país em junho, segundo o governo federal.

A expectativa é realizar cerca de 4,7 milhões de atendimentos por ano, em parceria com instituições de apoio à gestão do SUS. O teleatendimento poderá ser solicitado por encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde ou da rede de proteção. Também será possível acessar diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, que contará com um mini aplicativo específico para este serviço.

Após o cadastro e uma avaliação inicial, a mulher recebe a data e o horário da consulta. A primeira sessão tem o objetivo de identificar riscos, mapear necessidades e integrar o acompanhamento psicológico a outros serviços de saúde e assistência social.

O pacote de cuidados do governo inclui ainda serviços complementares, como reconstrução dentária para vítimas de agressão e atendimento humanizado, voltado à saúde integral das mulheres.

A medida integra o Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio, lançado pelo governo em fevereiro. O objetivo é combinar atendimento psicológico remoto, atendimento presencial e políticas públicas de proteção e prevenção à violência.

Para a ministra das mulheres, Márcia Lopes, a iniciativa fortalece o Pacto e transforma diretrizes em ações: “É dever do Estado proteger, cuidar e fortalecer as mulheres. Sabemos como a sobrecarga de trabalho e a violência de gênero comprometem a saúde mental. Agora, com esse atendimento pelo SUS, elas serão acolhidas e ouvidas, estejam onde estiverem”, afirmou a ministra.

Por SBT News