Rádio Vida Tianguá

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sábado, 4 de julho de 2026

Europa se prepara para terceira onda de calor; adaptação e mortes preocupam

Foto: REUTERS/Claudia Greco
Nas últimas semanas, Portugal foi relativamente poupado da segunda onda de calor, a mais severa da história, que assolou a Europa. Essa sorte, disseram cientistas, já acabou. A terceira canícula do ano já se instala no continente, levando Lisboa a decretar alertas, tomar medidas e a solicitar ajuda dos vizinhos para conter incêndios florestais.

"Situação excepcional", afirmou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ao justificar um pedido antecipado de suporte aéreo para Marrocos, Espanha e União Europeia. Quase 3.000 bombeiros foram mobilizados, proibições na agricultura e no manejo de florestas entraram em vigor. Com termômetros a 40°C em algumas regiões, seis pontos de queimada já eram combatidos desde sexta-feira (3).

Montenegro segue à risca o roteiro adotado pela maioria dos governantes europeus no mês passado, o junho mais quente da história no Reino Unido, na França e na Suíça. Trata-se de ação antes de qualquer tipo de discussão. Paris foi o exemplo mais eloquente. Impôs uma série de restrições na cidade, da circulação de veículos à venda de cerveja.
E com uma justificativa simples: os hospitais estavam lotados.

"Uma das grandes mudanças que vimos nos últimos dez anos e estamos confirmando agora em muitas partes da Europa é a transição do calor como ameaça pessoal, de algo que você lida individualmente, para o calor como ameaça pública", diz Ruth Engle, cientista de dados do World Resources Institute (WRI).

"Há muitas oportunidades para ação pública. O mais importante é entender como e onde as pessoas estão expostas ao calor. Pode ser em casa, enquanto se deslocam pela cidade e com frequência em seus locais de trabalho. Pode ser nas escolas também. Em todos esses lugares, é preciso tomar medidas para protegê-las."

Em 2025, explica a especialista, houve mais mortes causadas pelo calor extremo do que por acidentes de trânsito. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), ondas de calor são os eventos climáticos extremos que mais matam no planeta atualmente.

Houve um excesso de 2.025 mortes na França de 22 a 28 de junho, um acréscimo de 29,1% em relação à semana anterior. Os números continuam subestimados, mas já dão sinais claros de quem mais sofre com o calor e onde: 85% dos mortos tinham acima de 65 anos; 62% habitavam a Île-de-France, que engloba a região metropolitana de Paris.

Assim como a massificação do ar condicionado dominou debates parlamentares por todo o continente, a contabilidade dos óbitos virou objeto de disputa entre o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, e integrantes do Les Écologistes, o partido verde do país.

Durante sessão da Assembleia Nacional, o premiê classificou de "escandalosa" a projeção feita pelos rivais políticos de que o número de vítimas poderia chegar a 10.000.

Isso colocaria a projeção próxima da histórica onda de calor de 2003, quando quase 15 mil franceses morreram. Naquele verão, o excesso de mortes provocadas pelo clima extremo chegou a 70 mil na Europa. Desde então, muitas mudanças foram adotadas, a começar pelos alertas de eventos extremos, protocolos e gatilhos legislativos, leis e capacidades que entram em vigor a partir de determinada circunstância.

"Há muitos exemplos. E uma coisa realmente boa sobre as medidas contra o calor é que pequenos passos podem se somar uns aos outros", afirma Engel. "Amsterdã, por exemplo, está investindo em mais sombra, não importa se de árvores ou de construções. Barcelona está colocando centros de resfriamento nos locais mais quentes da cidade."

Em Atenas, sistemas de alerta precoce estão sendo implementados para ajudar a população a se informar, acessar recursos e saber quando e como agir. Berlim vem fazendo campanhas de conscientização pública, passo modesto, na opinião do Partido Verde local, que pede o modelo espanhol de centros de resfriamento em prédios com ar condicionado, como museus e repartições públicas.

Engel reconhece que o processo tem muitos atritos, mas pondera que a perspectiva geral é positiva. "Por toda a Europa, temos visto reações que considero promissoras. E agora, à medida que as ondas de calor regionais e continentais se intensificam, será preciso começar a reunir parte do conhecimento desses diferentes programas e elaborar um plano mais regional para lidar com o calor em toda a Europa."

A prontidão dos governos na adaptação às mudanças climáticas mostra que apenas reconhecer a ocorrência do aquecimento global, provocado sobretudo pela queima de combustível fóssil, não é mais suficiente.

A exigência já é saber o que será feito para mitigar termômetros que estacionam em temperaturas acima dos 30°C. No fim da segunda onda, Alemanha, Polônia, República Tcheca, Eslováquia e Hungria superaram recordes anuais de temperatura absoluta.

No começo da terceira, incêndios atingem não apenas Portugal, mas também Espanha, sul da França e Grécia. Há secas na Itália e na Alemanha. E há otimismo, diz Engle.

"Uma das coisas que minha equipe faz com frequência é utilizar conjuntos de dados que mostram intervenções bem-sucedidas e que podem ajudar a orientar o planejamento local e o de outras cidades. Cidades aprendendo umas com as outras, países aprendendo uns com os outros. Isso já faz uma grande diferença."

Fonte: Folhapress/JOSÉ HENRIQUE MARIANTE

Venezuela contabiliza 2.954 mortos e mais de 16 mil feridos após terremotos

Foto: Federico Parra/AFP
Pelo menos 2.954 pessoas morreram e 16.592 ficaram feridas nos potentes terremotos que sacudiram a Venezuela em 24 de junho, segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo neste sábado, dia 4.

O novo número representa um aumento de 309 óbitos e quase 4 mil feridos em relação ao boletim da sexta-feira, 3, informou o Ministério das Comunicações do pais. Ainda segundo a pasta, mais de 16 mil pessoas perderam suas casas e 856 prédios foram afetados.

O duplo terremoto com magnitudes 7,2 e 7,5 devastou majoritariamente o Estado de La Guaira, no norte do país.

O governo não divulgou números sobre desaparecidos, embora a ONU estime que possam chegar a 50 mil.

La Guaira, um balneário a 40 km de Caracas, é o marco zero dos terremotos que reduziram prédios inteiros a pó. Muitos dos afetados ficaram na rua ou em refúgios precários instalados em parques, sem um futuro claro à sua frente.

Caracas também foi impactada pelos sismos, com o colapso de prédios, embora longe do nível de devastação de La Guaira.

Fonte: Estadão Conteúdo

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Lula chama Wagner de irmão em meio a investigações do Master

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tratou de afastar as suspeitas de esfriamento na relação com o senador Jaques Wagner (PT-BA) em evento público nesta quarta-feira (1º), o primeiro desde que Wagner deixou a liderança do governo no Senado a pedido do presidente após ser alvo de buscas da Polícia Federal (PF). A suspeita é de recebimento de recursos indevidos do Banco Master para favorecer interesses do grupo ligado a Daniel Vorcaro. O senador nega irregularidades.

Em Alagoinhas (BA) para inaugurar o Hospital Estadual do Litoral Norte, Lula estendeu o aceno a outros aliados baianos que o antecederam em discursos elogiosos, engatando o tom eleitoral em terras baianas a três meses das eleições. “Tem uma coisa na vida que a gente não escolhe. A gente não escolhe pai, mãe, irmãos, irmãs. Mas a gente escolhe companheiros. E aqui na Bahia eu tenho companheiros de longa data", destacou Lula.

O presidente citou nominalmente, além de Wagner, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que concorrerá à reeleição, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e o senador Otto Alencar (PSD-BA) – que, mesmo em um partido que lançará candidatura própria a presidente, declara voto abertamente em Lula.

“O que representa para mim a minha relação com o Jaques Wagner, a minha relação com o Rui Costa, a minha relação com o Jerônimo, a minha relação com vários deputados que estão aqui, e a minha relação com o Otto. A primeira vez que eu vi o Otto, quando fui apresentado pelo Wagner, falei: ‘Otto, se eu fosse baiano, eu ia votar em você. Isso foi em 2010. E de lá para cá, A gente tem uma relação muito honesta, muito fraterna, muito companheira. Porque a verdade é essa: nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão. E essas pessoas, ao longo da vida, têm me ajudado a fazer o que eu faço, a ser o que eu sou”, disse Lula.

Otto Alencar também fez questão de demonstrar estar ao lado de Wagner. "Quero fazer uma homenagem especial. Ele me arrancou do Tribunal de Contas, caminho com ele até hoje, são dois votos agora – não pode pedir voto. Mas se fosse eu e você, eu não pediria voto para mim. Eu pediria para você e renunciava o meu voto pelo merecimento que você tem comigo. Você é um irmão que eu conheci na caminhada, na vida pública, admiração muito grande por você. E você, com sua história, ao lado do presidente, não precisa nada. O povo vai explicar isso no dia 4 de outubro”, afirmou.

Em outro momento, Lula atribuiu a Jaques Wagner, a quem apelida de “galego", a responsabilidade por trazer a Bahia da órbita do ex-governador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) para a do PT. Desde que Wagner venceu o ex-governador Paulo Souto nas eleições de 2006, o partido nunca mais perdeu para o governo e se impôs como força contrária ao "carlismo", hoje representado pelo provável adversário de Jerônimo, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto.

“Eu achava impossível o galego ser candidato aqui e ganhar. Ele era meu ministro do Trabalho. Quando ele me procurou, falou: ‘Ô Lula, eu vou ter que sair para ser candidato a governador’. Eu falei: 'Você é louco, cara. Você está aqui no meu governo sendo ministro do Trabalho, você vai enfrentar uma aventura de enfrentar o carlismo?’ Ele falou: 'Vou’. Eu falei: ‘Wagner, você vai perder as eleições, cara’. Ele falou: ‘Não, eu vou ganhar’. E não é que o galego veio e ganhou em primeiro turno as eleições, depois se reelegeu no primeiro turno, elegeu o Rui no primeiro turno, reelegeu o Rui no primeiro turno outra vez, e agora quem é que acreditava que o Jerônimo seria eleito?", brincou o presidente.

Antes, Lula já havia cumprimentado Wagner, que falou rapidamente, focando em elogios ao trabalho do Lula 3. A relação entre os dois remonta à formação do PT, ainda no final dos anos 1970. Ele foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica da Bahia (Sindiquímica-BA) na época em que Lula comandou greves que pararam o ABC Paulista e o catapultaram como liderança a nível nacional.

Jaques Wagner se afastou da liderança do governo no Senado para dar lugar à senadora Teresa Leitão (PT-PE) enquanto responde às investigações da PF. Entre os elementos citados estão o recebimento de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Master. Os agentes também apreenderam US$ 55 mil e € 33 mil em espécie em residências do senador em Brasília.

Wagner disse que, no caso do apartamento, havia um acordo para que o empresário o ajudasse a adquiri-lo na planta para pagamento posterior. A ideia seria dar o imóvel de presente à enteada. Já o dinheiro encontrado, segundo o senador, é referente a diárias recebidas para missões no exterior pelo Senado e não tem qualquer relação com o banco que pertenceu a Daniel Vorcaro.

Fonte: SBT NEWS

Ministério prorroga vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos

Foto: Web
O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro a estratégia de vacinação contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos Inicialmente prevista para terminar em junho, a ação foi estendida para ampliar a cobertura vacinal e alcançar quem perdeu a oportunidade de se vacinar na idade recomendada.

Desde o início da estratégia, cerca de 287 mil doses da vacina contra HPV foram aplicadas nessa faixa etária, sendo 124.172 em garotas e 163.502 em garotos, segundo a pasta.

Com a prorrogação da campanha, o ministério orienta estados e municípios a reforçar a vacinação em escolas, universidades e outros espaços frequentados por esse público.

Além da ação temporária voltada para jovens de 15 a 19 anos, a vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos e para grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e vítimas de violência sexual.

A vacina também está disponível na rede particular para pessoas de 9 a 45 anos. Para aqueles de 9 a 19 anos, o esquema vacinal é composto por duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Já pessoas com 20 anos ou mais devem receber três doses, sendo as duas últimas após dois e seis meses do início da imunização.

Vacina previne diferentes tipos de câncer

O papilomavírus humano (HPV) é um vírus transmitido principalmente por contato sexual. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a maioria das infecções desaparece espontaneamente, mas, quando o vírus persiste no organismo, pode causar lesões pré-cancerígenas. Se não tratadas, essas lesões evoluem para câncer.

Além de estar presente em praticamente todos os casos de câncer do colo do útero, o HPV também está associado aos cânceres de ânus, pênis, vulva, vagina e orofaringe - e a vacina ajuda a proteger contra esses tumores.

Fonte: Estadão Conteúdo

quarta-feira, 1 de julho de 2026

STF mantém fim da aposentadoria como punição a juízes

Foto: Luiz Silveira/STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta terça-feira (30), o entendimento de que juízes condenados por infrações graves não podem mais ser punidos com aposentadoria compulsória. Por unanimidade, os ministros rejeitaram um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) e mantiveram a decisão tomada em maio.

O recurso analisado era um embargo de declaração, tipo de pedido usado para apontar eventual omissão, contradição ou falta de clareza em uma decisão judicial. Para os ministros, porém, a PGR não apresentou nenhum ponto novo e apenas tentou rediscutir o mérito do julgamento já realizado.

Em 26 de maio, a Primeira Turma decidiu que a aposentadoria compulsória deixou de ter respaldo na Constituição após a reforma da Previdência de 2019. Na prática, isso significa que um magistrado não pode mais ser punido por uma infração grave recebendo aposentadoria remunerada. Em vez disso, a consequência pode ser a perda do cargo.

O que alegava a PGR

No recurso, a PGR questionou diversos pontos da decisão. Entre eles, a competência do STF para julgar ações de perda de cargo de magistrados, a legitimidade da Advocacia-Geral da União (AGU) para propor esse tipo de ação e os possíveis impactos da medida sobre a garantia da vitaliciedade, que assegura a permanência no cargo vitalício.

Os argumentos de Flávio Dino

Relator do caso, o ministro afirmou que a decisão não tem omissões, contradições ou obscuridades.

Sobre a competência do STF, ele explicou que cabe à Corte analisar casos relacionados a decisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), já que somente o Supremo pode confirmar ou anular atos do órgão. Também argumentou que permitir que o próprio magistrado escolhesse onde a ação seria julgada abriria espaço para distorções no sistema de Justiça.

Em relação à atuação da AGU, o ministro afirmou que, quando o CNJ entende que a conduta de um juiz é incompatível com a permanência no cargo, cabe ao órgão acionar sua representação judicial, exercida pela Advocacia-Geral da União, para levar o caso ao STF.

“Nada impede a atuação do Ministério Público na propositura de ações penais e por improbidade administrativa, já que são esferas distintas de responsabilidade. Quanto à representação judicial do CNJ, esta função é proibida ao Ministério Público”, afirmou Dino.

O relator também rejeitou o argumento de que a decisão enfraqueceria a vitaliciedade dos magistrados. Segundo ele, essa garantia não significa imunidade ou impunidade. Dino afirmou que juízes continuam protegidos contra demissões arbitrárias, mas podem perder o cargo após decisão judicial definitiva quando houver infrações gravíssimas.

Outro ponto destacado pelo ministro foi que a reforma da Previdência retirou da Constituição a previsão da aposentadoria compulsória como punição disciplinar.

“Não havendo exceção constitucional expressa, [é] inviável a manutenção remunerada do vínculo de um agente público que comete conduta reprovável em grau máximo, muito menos chamar tal manutenção de aposentadoria”, disse.

Fonte: SBT NEWS

Governo Federal reduz subsídio ao diesel em R$ 0,35 por litro

Foto: Arquivo/Web
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta terça-feira (30) que o governo federal vai cortar R$ 0,35 por litro da ajuda concedida ao diesel a partir de quarta-feira (1º). Com a decisão, o benefício total cairá de R$ 1,47 para R$ 1,12 por litro.

Segundo Durigan, a portaria do Ministério da Fazenda que será publicada amanhã terá efeito imediato. A decisão faz parte da revisão das medidas adotadas para conter o impacto da alta do petróleo sobre os combustíveis no Brasil depois da escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã.

Durigan disse que o governo acompanha diariamente os preços internacionais do petróleo e os valores praticados no mercado interno. De acordo com ele, a redução parcial da ajuda foi possível diante da queda das cotações internacionais e da maior estabilização dos preços.

“O nosso compromisso foi que o Brasil não seria sócio da guerra”, afirmou.

Também destacou que o governo não teve a intenção de usar os instrumentos de subvenção para manter uma redução artificial dos preços dos combustíveis. O objetivo, disse, era amortecer um choque temporário provocado pela alta do petróleo.

“Nós precisamos ter toda a nossa inteligência e os instrumentos colocados à nossa disposição para amortecer o custo da guerra, não ter impacto no país, de maneira a não prejudicar a nossa população”, declarou.

O ministro disse ainda que a equipe econômica será “atenta” na retirada das medidas, da mesma forma que foi na criação dos subsídios. Segundo ele, a reversão acompanha a normalização gradual dos preços no mercado internacional.

Retirada será gradual

A redução anunciada nesta tarde não encerra o pacote, visto que os preços dos combustíveis ainda estão acima do nível anterior à guerra. Por isso, a retirada das subvenções será feita de forma gradual, conforme a acomodação dos preços do petróleo e dos combustíveis no mercado interno.

Segundo o ministro, o governo deve anunciar “nos próximos dias” uma retirada ao menos parcial ou gradual da subvenção à gasolina, caso os preços continuem mais estabilizados. A decisão dependerá do monitoramento feito com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

“Nós estamos em avaliação da outra subvenção do diesel, que é uma subvenção de R$ 1,12, e também, em especial, da subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina”, declarou.

Integrantes da equipe econômica avaliam que a redução gradual também leva em conta o compromisso com a neutralidade fiscal. A queda do petróleo reduz a pressão sobre os preços, mas também afeta a arrecadação. Por isso, as subvenções precisam ser ajustadas ao novo cenário.

A avaliação do governo é que a retirada parcial preserva a estratégia de proteger os consumidores sem comprometer a meta fiscal. A equipe econômica afirmou que pretende cumprir a meta de resultado primário deste ano sem pedir espaço fiscal adicional.

As medidas de contenção dos preços dos combustíveis começaram a ser anunciadas em março. A primeira iniciativa foi a desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel, que já foi revertida. Depois, o governo criou subvenções ao diesel e fez acordo com os Estados para reduzir o custo de importação do combustível.

Durigan disse que o acordo com os estados para subsidiar o ICMS também já foi encerrado. Segundo ele, a reversão cumpre o compromisso feito com governadores de que a ajuda seria temporária.

“E aqui reforço o compromisso que eu mesmo dei aos governadores com quem falei, que seria uma medida temporária [...] e, portanto, cumprindo também com o nosso compromisso, foi revertida esse custo, tanto para a União quanto também para os 26 estados que aderiram à subvenção do ICMS conosco”, afirmou.

Fonte: SBT NEWS

terça-feira, 30 de junho de 2026

Michelle Bolsonaro deixa de seguir enteados após briga na família

Foto: Reprodução/Instagram
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou de seguir nas redes sociais os enteados Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan Bolsonaro (PL-SC). A mudança ocorre em meio à crise familiar iniciada após Michelle divulgar, na semana passada, vídeos nos quais afirma ter sido maltratada e desrespeitada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em uma das gravações, Michelle também mencionou pessoas que estariam atuando contra ela a partir do exterior, em uma referência a Eduardo, que vive nos Estados Unidos.

Apesar do desgaste público, Michelle e Flávio continuam se seguindo nas redes sociais até a publicação desta reportagem nesta segunda-feira (29).

Eduardo e Carlos ainda mantêm a madrasta entre os perfis que acompanham. Jair Renan foi o único que, até o momento, retribuiu o gesto e também deixou de seguir Michelle.

Nesta segunda-feira (29), Michelle também compartilhou nos stories do Instagram um trecho do Salmo 24. A passagem afirma que receberá a bênção de Deus aquele que é “limpo de mãos e puro de coração” e que não entrega a alma à vaidade nem age com falsidade.

O racha entre Michelle e Flávio foi intensificado por divergências relacionadas a decisões da cúpula do PL sobre o cenário eleitoral no Ceará, incluindo o apoio a alianças locais que provocaram controvérsia dentro do grupo político.

Na última sexta-feira (26), Flávio afirmou considerar superada a crise política e familiar com Michelle. O senador disse ter conversado com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defendeu que o episódio seja deixado para trás em nome da unidade do grupo.

Fonte: SBT NEWS